Existem circunstâncias da vida que influenciam diretamente nossas condutas. Nas grandes capitais do país os vidros dos carros (em sua maioria com películas escuras) ficam sempre fechados, é o medo de assaltos. Em locais mais perigosos qualquer ruído mais alto e característico gera o temor de uma bala perdida. Mas não são apenas as circunstâncias de medo que nos influenciam, também aquelas situações de conforto e bem-estar estão ligadas à nossa forma de agir.
O certo é que tanto em uma situação de medo quanto em uma situação de bem-estar as circunstâncias nos influenciam, ainda que inconscientemente. Isso é natural, explicável.
No entanto, é preciso buscar sempre o equilíbrio e não motivar a conduta na mera intuição ou reflexo, é preciso racionalizar a conduta, sob pena de nos colocarmos nos extremos, em posições polarizantes de medo ou conforto, que no fim podem nos levar à inércia.
A narrativa de Lucas 9.28-36 apresenta nitidamente a hipótese de “inércia do bem-estar”. Diante da experiência que viveram, experimentando a glória de Deus, o desejo no coração dos discípulos, especialmente de Pedro, era de eternizar aquele momento, mas o próprio texto apresenta um desenrolar totalmente diverso do desejado, especialmente entre os versículos 37 e 42 do mesmo capítulo.
A vida é dinâmica, não é possível eternizar as circunstâncias como se fossem uma fotografia – para isso que servem as máquinas fotográficas – razão pela qual devemos sempre buscar caminhar e entender os planos e designos de Deus para a existência humana, seja como indivíduos, seja como família ou Igreja (militante).
É preciso descer do monte, seja do monte prazeroso, como no caso do texto utilizado, seja do monte da dor e sofrimento, como muitos vivenciam em suas realidades, evitando sempre a inércia.
É preciso ser Igreja militante de fato. É nisso que cremos severamente.
(Culto da Esperança - Igreja Presbiteriana Central de Nova Friburgo - Autoridades e Convidados recebem um exemplar da Bíblia)
(Palavra do Exmo. Prefeito de Nova Friburgo Dermeval Neto)
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