terça-feira, 22 de março de 2011

José e o sucesso

Conhecida é a história de José narrada no Livro de Gênesis, na qual um rapaz ainda no início de sua juventude dá início à uma jornada de vida repleta de conquistas e realizações, já que este jovem chegou ao mais alto posto administrativo da época.
No entanto, mais do que a conquista do sucesso, a história de José se destaca por demonstrar a absoluta soberania de Deus e, paralelamente, a submissão de José aos propósitos estabelecidos para sua vida.
Em uma visão técnica poderíamos entender José como um verdadeiro gestor que se utilizou de princípios universais de gestão. Neste sentido, a teoria humana apresentaria alguns problemas sérios e, certamente, não permitiria que Jose alcançasse o posto que alcançou, já que seu “curriculum vitae” apresentava uma série de altos e baixos, incompatíveis com um profissional de sucesso.
É certo que José possuía uma característica humana que o ajudou em sua caminhada, é o fato de ser alguém que desempenhava suas atividades com excelência, ética e responsabilidade.
Ocorre que conhecemos várias histórias de sucesso e fracasso ao nosso redor. Alguns que são éticos e não alcançam, outros nada responsáveis e atingem o sucesso. Como lidar com isso é nosso grande conflito.
Em verdade, como dito, José se destaca não simplesmente pelo que faz ou deixa de fazer, mas simplesmente por quem ele é. Entender quem somos é um passo essencial, pois é a partir daí que podemos estabelecer um princípio do que Deus tem para nós como indivíduos, com nossas capacidades e limitações particulares.
José se utilizou de princípios fundamentais em sua “carreira”, mas onde ele as aprendeu se não havia Você S/A ou livros de auto-ajuda em sua época?
Certamente José bebeu da fonte primária que é o próprio Deus, pois entendia desde cedo que seu Deus soberano estava no controle de todas as coisas.
Para ele o estado em que se encontrava não modificava sua forma de ser e ver o propósito maior, já que José foi sempre o mesmo José, quer na cisterna, quer como copeiro com suas regalias ou mesmo como governador do Egito. Não eram as circunstâncias que estabeleciam a conduta de José, mas sim o propósito de Deus em sua vida.
José foi escravo em excelência, um ajudante de Potifar brilhante e, mesmo como prisioneiro, conquistou a simpatia do carcereiro.
Mais do que pensar no sucesso – embora projetos sejam parte importante em nossas vidas – precisamos entender que Deus tem propósitos muito além daqueles por nós imaginados. É nossa conduta baseada na soberania de Deus, e não nossa condição humana, que fará com que os outros façam aquela pergunta feita por Faraó em Genesis 41.38: “Poderíamos achar um homem como este, em quem haja o espírito de Deus?”
O sucesso na vida de José não foi sua razão de viver ou seu alvo absoluto, mas sim consequência de sua submissão à vontade soberana de Deus.

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